Quinta de Cima e a sua Capela Privativa, dedicada a Nossa Senhora do Rosário

Dados do Património
Nome: Quinta de Cima e a sua Capela Privativa, dedicada a Nossa Senhora do Rosário

A primeira referência escrita a Chão de Couce, respeita à Quinta de Cima, onde actualmente permanece um palacete, que atesta, ainda, a sua nobreza e uma capela particular de invocação de Nossa Senhora do Rosário. Esta propriedade pertenceu aos Reis de Portugal (Dinastia de Borgonha) havendo registo da doação feita por D. Afonso III, a D. Constança Gil, dama da rainha D. Beatriz, como dote de casamento, em 5 de Fevereiro de 1258. Mais tarde, a Quinta foi do Conde de Barcelos, do Mosteiro de Santo Tirso, de D. Dinis, novamente Mosteiro de Santo Tirso e de João Afonso, genro de D. Dinis. Consta-se que, aquando do casamento de D. Fernando I com D. Leonor de Teles, criticado violentamente pelo povo de Lisboa, o casal real se terá refugiado aqui.
 
Em 4 de Junho de 1451, D. Afonso V, fez a doação da Quinta, ao Conde de Vila Real, D. Pedro de Meneses. A Quinta de Cima voltou à Coroa em 1641 (com a execução do seu proprietário, um dos conjurados contra D. João IV) e, pouco depois, foi integrada na Casa do Infantado até 1834, vindo, posteriormente, a ser propriedade de António Lopes do Rego, Sargento-Mor e Cavaleiro da Ordem de Cristo, mantendo-se na posse dos seus descendentes até ao principio deste século XXI, quando foi vendida ao actual proprietário, Francisco Lopes Neno. A Quinta de Cima é, ainda hoje, uma verdadeira preciosidade, em termos artísticos e históricos. No princípio do século XX, embora a arquitectura do belo edifício habitacional nada tivesse de medieval, continuava a ser um espaço idílico (e hoje ainda mantém, praticamente, o mesmo as­pecto), habitado, então, pelo Dr. Alberto Rego que ali recebeu destacadas figuras do País, no domínio da música, das artes, da ciência, da medicina e da literatura.