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  • Qualquer povo, por mais humilde que seja, tem uma vivência cultural que é bastante mais rica do que à primeira vista possa transparecer. E, neste particular, o povo de Chão de Couce é dono de uma experiência cultural que dificilmente terá sido igualada na região, ao menos no campo da música e do espectáculo musical.


  • Num tempo em que o trabalho dos campos absorvia quase todas as energias, e ocupava, de forma praticamente contínua, homens, mulheres e crianças, não havia tempo nem estruturas de lazer capazes de tirar o homem da sua dura rotina diária. Apenas a grande Fé, alimentada aos Domingos pela religião Católica, conseguia interromper das suas lides usuais uma população deveras trabalhadora. As romarias, bem marcadas na memória colectiva, eram os únicos momentos de folia para as gentes do povo, nesta região e na maior parte do país.


  • Ora, uma das romarias de maior nomeada em toda a região centro de Portugal, situava-se há século e meio atrás no concelho de Chão de Couce. Era a Romaria de Nossa Senhora da Guia, do Avelar, cuja a capela era administrada pela Câmara Municipal de Chão de Couce. Ali se juntavam milhares de romeiros, que vinham cumprir as suas promessas, e por causa do grande valor das suas ofertas surgiria a ideia da sua aplicação na criação de um hospital, que o Dr. Costa Simões ajudou a concretizar.


  • À semelhança do que era costume desde tempos imemoriais, continuam a realizar-se, nesta freguesia, várias festas religiosas, quer na sua sede, quer nos lugares que têm capela. Mudam os tempos e os modos de festejar, mas as festas essas vão teimando em manter-se, algumas vezes à custa de muita carolice de alguns dos seus naturais. Só nos lugares mais pequenos, designadamente no Casal Soeiro e no Alqueidão, as festas aos respectivos padroeiros têm vindo a esmorecer progressivamente.


  • Nos finais do século XIX e durante quase todo o século XX, as festas de carácter religioso tiveram aqui, como em toda a região, grande vitalidade e tradição. Regra geral, estas festas de grande pendor religioso e com o objectivo principal de honrar os padroeiros, tinham o seguinte ritual: celebração de Missa Solene, concelebrada por vários sacerdotes nos meios mais importantes, de que fazia parte um Sermão, feito muitas vezes por um sacerdote vindo de fora, expressamente para esse efeito, a que se seguia, normalmente, uma imponente Procissão participada pelo povo, e acompanhada de uma banda filarmónica. Durante a tarde havia lugar ao leilão das fogaças, à exibição da filarmónica, e a festa terminava com um baile e com uma sessão de fogo de artifício.


  • Entretanto, as ruas encontravam-se devidamente engalanadas e nos dias de festa estralejavam nos céus centenas de ruidosos foguetes. De facto, a ocasião das romarias era, muitas vezes, o único momento de lazer da maior parte do povo para quem o resto dos dias eram de trabalho intenso, nem sempre devidamente compensado pelas colheitas, quase sempre minguadas em comparação com o trabalho desenvolvido no amanho da terra. Algumas vezes, a folia, misturada com um excesso de consumo de vinho, esgotava-se em fartas cenas de pancadaria, que exigiam a intervenção das autoridades.


  • Uma das romarias mais concorridas desta freguesia a que acorria muito povo, era a do Sagrado Coração de Jesus que tinha lugar no Verão, embora em data móvel e habitualmente associada à comunhão das crianças.


  • No lugar da Serra de Mouro, realizam-se no 2º fim de semana de Julho, as Festas em Honra de Santo António, com grande participação popular. De destacar para além da parte religiosa, a parte recreativa com espectáculos de variedades e bailes.
  • No lugar de Pedra do Ouro, realizam-se nos finais de Julho, as Festas em Honra de S.Jorge. Depois de um interregno, as Festas regressaram com muito brilho em 2011.
  • No lugar de Ameixieira, realizam-se habitualmente no 2º fim de  semana de Outubro, as Festas em honra de Nossa Senhora do Rosário.
  • No lugar de Casal Soeiro, realizam-se nos finais de Setembro inicio de Outubro, as Festas em honra de São Francisco de Assis.
  • No lugar de de Alqueidão, realiza-se em meados de Julho, as Festas em honra de Nossa Senhora da Nazaré.







 

 

 


 


 







teresa gomes
Procuro informações sobre a origem do nome da rua da Centieira. Li que em tempos teria sido uma estrada real?Gostaria de saber mais sobre este detalhe.muito grata


Fernando Almeida Santos
Faz hoje 83 anos que Chão de Couce vibrava com as festas de inauguração do Retábulo de Nossa Senhora da Conceição na sua Igreja Matriz, obra (a última) do grande Mestre José Malhoa. \r\nNão venho aqui falar da beleza desta obra, nem do seu autor, porque para isso me falta engenho e arte. Mas posso falar do orgulho que todos sentem por termos na nossa Igreja tão bela obra.\r\nA comemoração dos 100 anos vem já aí. Será,  também para os que cá estiverem, oportunidade de fazer uma grande festa.



    
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