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  • Após o triunfo do Setembrismo surgiu, sob o Decreto de 31 de Dezembro de 1836, o primeiro Código Administrativo Português. Como refere José Hermano Saraiva (Evolução Histórica dos Municípios Portugueses, 1957, pp. 69-70) «é então que aparece pela primeira vez, no quadro das divisões administrativas, a freguesia. O facto é muito revelador. Um dos primeiros actos do Setembrismo foi suprimir mais de metade dos concelhos do País: dos 796 existentes, apenas 351 foram conservados; e entre os suprimidos estavam alguns que vinham dos primeiros tempos da Monarquia».
  • Ora, Chão de Couce foi um dos 351 que foram conservados, e na antiga Comarca das Cinco Vilas, foi o único que se manteve em 1836. Ansião, actual sede do município a que pertence Chão de Couce, foi um dos extintos pela reforma Setembrista, e, embora sem elementos concretos, cremos que a sua freguesia terá pertencido, nesse ano e no seguinte, até ser restaurado (4 de Julho de 1837), precisamente ao Concelho de Chão de Couce.
  • No Diário do Governo, de 9 de Dezembro de 1836, acerca da divisão judicial que se fazia um pouco à mistura com a administrativa, esclarecia-se que o distrito de Leiria tinha duas comarcas: uma com sede em Pombal e outra com sede em Leiria.
  • Finalmente, no Diário do Governo de 12 de Dezembro de 1836, aparece um mapa com os concelhos que integram cada uma das comarcas (7 concelhos para a comarca de Pombal, 8 para a de Leiria), onde se indica também o n.° de fogos de cada concelho.
  • Chão de Couce é um dos 7 concelhos que, então, compõem a Comarca de Pombal e, a seguir ao concelho que tem a sede da Comarca, é o mais povoado, com 1818 fogos, o que parece confirmar a nossa hipótese de que o extinto concelho de Ansião, ou pelo menos parte dele, estaria integrado no de Chão de Couce.
  • Por decisão das Cortes Gerais, na sua sessão de 10 de Junho de 1837, e confirmação régia no início do mês seguinte, seria restaurado o concelho de Ansião, no dia 4 de Julho de 1837, e Chão de Couce ficaria com as três freguesias (Chão de Couce, Avelar e Pousaflores) que haveria de manter até à sua extinção, no dia 24 de Outubro de 1855. Na mesma data, seria também restaurado o concelho de Maçãs de D. Maria, a que ficariam a pertencer também as freguesias da Aguda e da Arega.
  • O Diario do Governo, n. 157, de 6 de Julho de 1837 (p. 787), publicava o diploma legal, assinado por D. Maria II, no Palácio das Necessidades, no dia 4 de Julho de 1837, que restaurava os concelhos de Ansião e de Maçã de D. Maria, e procedia também a algumas alterações no concelho de Chão de Couce: 
  • «Dona Maria por Graça de Deos, e pela Constituição da Monarchia, Rainha de Portugal e dosAlgarves, d'aquem e d'alem Mar, em Africa, etc.
Faço saber a todos os Meus subditos que as Côrtes Decretaram, e Eu Sanccionei a Lei seguinte:  
  • As Côrtes Geraes, Extraordinarias, e Constituintes da  Nação Portuguesa Decretam o seguinte:     
    • Artigo 1.0 O Decreto de seis de Novembro do anno passado, e o Mappa que delle faz parte, será alterado pela maneira seguinte:
      • (...) § 15. °Os dous Concelhos d'Alvayazere e Cabaços, no Districto Administrativo de Leiria, formarão d'ora em diante um só Concelho, que será composto da Freguezia d'Alvayazere, que fica sendo cabeça de Concelho, e das Freguezias de Pelma, Almoster (menos trinta fogos que se annexarão á Freguezia de Pouza flôres), Maçãs de Caminho, Rego da Murta ou Cabaços, Villa Nova de Puços, e dos Logares do Pinheiro, Portella do Braz e da Aldêa do Rego da Murta.§ 16.O antigo Concelho d'Ancião, no referido Districto Administrativo, será de novo instaurado, e compor-se-há da Freguezia de Ancião, que será Cabeça de Concelho, e das Freguezias de Lagarteira, Torre de Valle de Todos, São Thiago da Guarda, e dos povos do Alqueidão, Lago, Ameixoeira e Ribeirinho, bem como os povos d'Albarrol, Oiteiro, Sarzedas, Cavadas, Martim, Vaqueiros e Barreiro.
      • § 17.00 O Concelho de Chão de Couce, no mesmo Districto Administrativo de Leiria, ficará sendo composto da Freguezia de Chão de Couce (menos os povos que se annexaram ao concelho d'Ancião), Avellar, e da Freguezia de Pouza flôres (menos os povos que se annexaram ao referido Concelho de Ancião).§ 18.° O extincto Concelho de Maçãs de D. Maria, no citado Districto Administrativo, será de novo instaurado, e compor-se-há das Freguezias de Maçãs de D. Maria, Agúda, e Arega (...)».
  • Definida a nova divisão administrativa da Região, continuavam a existir situações que aos olhos actuais parecem bastante estranhas, como sejam o caso de nem todos os lugares das freguesias de Pousaflores e de Chão de Couce se integrarem no concelho de Chão de Couce, ou seja havia fregueses de Chão de Couce e de Pousaflores que pertenciam ao concelho de Ansião, conforme se refere no diploma legal acima transcrito (designadamente nos parágrafos 16. e 17.°).
  • O concelho de Chão de Couce, com as 3 freguesias acima referidas, manteve-se intacto durante 18 anos.
  • A população Administrativa do concelho de Chão de Couce, neste período que vai de 1837 a 1855, compunha-se dos seguintes cargos remunerados: recebedor do concelho —1, escrivão da fazenda —1, administrador do concelho —1, escrivães amanuenses e oficiais de diligências - 3; e dos seguintes cargos gratuitos: Regedores de Paróquia — 3, cabos de Polícia — 58, Presidentes e vogais das Juntas do lançamento da Décima — 3, vogais e Presidentes das Juntas de lançamento das Côngruas - 6.
  • Os empregados municipais, eram os seguintes: 5 Vereadores e Presidente da Câmara Municipal (não eram remunerados); 5 Conselheiros Municipais (também não eram remu-nerados); 11 vogais, Presidentes e Secretários das Juntas de Paróquia (que também não auferiam qualquer remuneração). No município de Chão de Couce apenas existia um empregado municipal remunerado - o escrivão da Câmara.
  • Conforme adiante se verá, considerado demasiado pequeno, o concelho de Chão de Couce foi extinto em 24 de Outubro de 1855, e integrado no de Figueiró dos Vinhos, e, depois de 7 de Setembro de 1895, no concelho de Ansião.







teresa gomes
Procuro informações sobre a origem do nome da rua da Centieira. Li que em tempos teria sido uma estrada real?Gostaria de saber mais sobre este detalhe.muito grata


Fernando Almeida Santos
Faz hoje 83 anos que Chão de Couce vibrava com as festas de inauguração do Retábulo de Nossa Senhora da Conceição na sua Igreja Matriz, obra (a última) do grande Mestre José Malhoa. \r\nNão venho aqui falar da beleza desta obra, nem do seu autor, porque para isso me falta engenho e arte. Mas posso falar do orgulho que todos sentem por termos na nossa Igreja tão bela obra.\r\nA comemoração dos 100 anos vem já aí. Será,  também para os que cá estiverem, oportunidade de fazer uma grande festa.



    
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