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  • Vale sempre a pena recordar as histórias e as lendas que povoam o imaginário colectivo de uma comunidade, porque dão consistência a um passado comum, criando indestrutíveis laços de identidade e união entre as consciências individuais.
  • “Tal como acontece com a maior parte das terras Portuguesas, Chão de Couce também tem as suas lendas para explicar a razão de ser do seu nome.
    • As duas pequenas lendas que vamos reproduzir foram recolhidas, no Verão de 1998, por um conjunto de jovens da Ocupação dos tempos Livres (OTL).
    • A primeira refere o seguinte:
      • «Segundo diz o povo de Chão de Couce, passou por aqui uma rainha, vinda do Norte em direcção ao Sul, que se fazia acompanhar pelos seus militares, Com o intuito de alimentar os militares e os respectivos cavalos, parou nesta terra. Quando um soldado se cruzou com um cavalo por sinal bastante bravo, que estava a comer a sua raça, este acabou por dar um violento couce no militar" que lhe provocaria a morte. Por causa disso, a rainha baptizou está terra com o nome de Chão do Couce, que mais tarde evoluiria para o actual nome de Chão de Couce.»
    • A outra lenda é substancialmente diferente:
      • «Há muito tempo, vinha um homem num carro de bois, no Barqueiro, quando foi abordado por uma mulher que lhe fez o seguinte pedido:
- Dê-me boleia, se fizer favor!

E o homem respondeu:

- Não dou boleia a mulheres - e continuou a sua viagem.
Mais adiante, nas Vendas de Maria, foi novamente abordado pela mesma mulher que lhe fez o mesmo pedido e obteve dele a mesma recusa. Quando o senhor do carro de bois chegou aos Portelanos, reencontrou a mesma senhora que, mais uma vez, Ihe pediu boleia e, obtendo a mesma resposta, disse:

- Se o senhor não me der boleia, dou-lhe um mau vizinho ao pé da porta!

Ao ouvir tal resposta, o homem acedeu, finalmente, ao seu pedido.

Quando chegaram a Chão de Couce, mais precisamente onde é hoje o Adro da Igreja, a senhora disse:

- Neste lugar, há-de haver uma Igreja, e esta terra chamar-se-á Chão de Couce.

Mais tarde, veio a saber-se que aquela mulher era Nossa Senhora padroeira da Vila.»
    • Inspirada nos tempos em que a região foi habitada pelos mouros, conta-se a lenda de "uma mulher que, quando ia levar o almoço ao seu marido e aos outros cavadores que com ele trabalhavam num campo afastado do povoado, encontrou, no caminho, uma manta cheia de figos de pingo-de-mel, que ai teriam sido colocados por uma moura. A mulher, perante tal oferta, não resistiu a tirar dois figos, um seria para ela própria, o outro para dar ao marido. 
    • No local de almoço, porém, quando se lembrou dos figos, pôs a mão à algibeira, e em vez dos dois figos, tinha duas moedas de ouro. Sem dizer nada a ninguém, depressa se pós ao caminho, na esperança de encontrar mais figos milagrosos que pudessem transformar-se em moedas. Mas debalde! No local dos figos, ouviu apenas a voz da moura que lhe disse: «Tivesses aproveitado enquanto tiveste tempo!"
  • Superstições e Crenças Antigas
"Para se curar a icterícia, deve o doente urinar, por nove dias successivos, em nove pucaros de 5 réis, enchendo uni em cada dia. Dependurados os nove pucaros na chaminé, quando tiver secado a urina, que os enchia, ficará curada a ictericia. (...).

Mas hernias ou roturas das crianças, devem os padrinhos abrir um carvalho novo; passar a criança através d'aquella racha;- e enieiar o carvalho em seguida. Se o carvalho soldar, a rotura da criança também soldará.

A chave do sacrario mettida na bôcca das crianças com sapinhos, cura-as immediatamente (estando a chave oxidada, o oxido metallico poderia produzir o curativo).

Para suspender as hemorrhagias uterinas, deita-se ao pescoço da doente um fio de grossas contas de marfim (que por alli andam de casa em casa com o nome de contas de estancar sangue). (...)

As crianças baptizadas em água, que tenha servido a muitos baptismos, saem bravas.

Se a uma mulher grávida, qualquer homem, que mo seja o seu marido, lhe tocar com a mão no ventre, sabe a criança brava.

Facilita-se o parto da mulher, quando o marido vae dar no sino nove badaladas.

Facilita-se o parto quando a mulher põe na cabeça o chapéu do marido.

A rapariga que o rapar anda a requestar, no poderá mais esquivar-se, se elle metter um cabeilo d'eila dentro d'um ovo. Fica a rapariga enlaçada com o rap como o cabello dentro do ovo. (...)

Para que uma figueira nuaseque, deve enterrar-se um cia debaixo d'e11a.

Certas mulheres tem a propriedade de foer seccar as figueiras, quando sobem acima d'ettas. (...)

Também se estraga o azeite com a entrada das mulheres no lagar, se o lagareiro nio tiver uma crua de pdu, espetada nc grêlo d'uma cebola, no bordo da tarefar":
      • Danças e Cantares: As danças e as modas que, outrora, animavam os serões e as tarefas colectivas constituem parte valiosa da etnografia desta freguesia, um património que merece ser preservado.

As letras aqui apresentadas, recuperadas graças a uma pesquisa junto da população mais idosa, fizeram parte do repertório de Orfeão de Chão de Couce, desaparecido durante os anos 60 do século XX:
    • As "Leiteirinhas" do Orfeão apresentavam-se com urgia moda, cuja letra era a seguinte:
"A leiteirinha da serra
Mal desponta a madrugada
Lá vem ela de longada 
Baixando de Céu à terra?
Leite fresca leite puro 
Queijo branco, redondinho 
Pedras dos nossos moinhos 
Que moem o pâ, escuro!
A leiteirinha, fresca; viçosa
E corno a rosa p'la manhãzinha 
Chamas no olhar, colo ondulado
Vai encontrar o namorado!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá!"
  • "(...) Nas noitadas de Verão sucediam-se as célebres descamisadas [do milho], que representavam para este povo dos campos, os folguedos e os amores dos saraus e divertidos bailes. As camisas da espiga, as folhas e as bandeiras eram, depois de secas, a palha que servia de alimento quase exclusivo dos bois, durante todo o ano. Neste tempo, ainda a espiga de milho era debulhada; nas eiras, a mangual, e o grão limpo à pá sendo alui, no século XIX inteiramente desconhecidas as máquinas de debulhar e as ventiladoras de limpeza.
    • "A Desfolhada”, dança que recriava a vivência alegre das eiras, em noites de Verão, quando se procedia àquela tarefa do ciclo do milho, era acompanhada pelas seguintes quadras:
“É linda a desfolhada a cantar
No meio das loiras espigas 
Parece que à luz do luar
São mais lindas as raparigas?
Assim a vida já não é feia
Alegre lida da nossa aldeia
Que tudo riso, foge a tristeza
Viva a alegria desta terra Portuguesa?"
    • O grupo dos 'Trouxas” era constituído por vários rapazes e o último deles, que usava uma bengala, o "trouxa-mor", interpretava a seguinte cantilena:
"Para a tropa eu vim de Arganil.
Há dois dias cheguei a Lisboa.
No “quimboio” eu fui ao “Estoril”
Passeando andei lá à toa
Sempre eu vi coisas por lá 
Que eu sei cá; endoideci!
Cachopas nuas, pelas ruas
Elas são tão descaradas
Todas rapadas, não usam pêlos 
Mostram as pernas sem escolhos 
E sobre os olhos não têm cabelos
Ai eu tenho um bom remédio para as tratar
E não é mau (exibia a bengala)
É tratá-las por intermédio de uma valente vara pau?
Na praia um bandameco
Mesmo um boneco de fala chocha
Apontou-me «Trouxa»!!!
Não gostei de tal gracinha
Perdi a piada, ficando só
De longe gritei como fera: 
«TROUXA ERA A SUA AVÓ!!»
  • Trajes Característicos: De acordo com documentos antigos desta região, recuperaram-se os trajes das Leiteirinhas, das Padeirinhas e dos Trouxas.
    • As Leiteirinhas vestiam uma blusa branca, saia preta e avental branco.
    • As Padeirinhas trajavam à maneira dos padeiros, com urna toalha e um gorro.
    • Da indumentária dos Trouxas, faz parte uma taleiga à moda militar.
  • Os elementos do Rancho "Margaridas da Serra" apresentam trajes característicos desta Região, que remontam a inícios do século XX, como os usados aquando da peregrinação anual a Nossa Senhora de Pranto, a Domes.
    • Os homens vestem calça preta, camisa branca e colete com lenço vermelho no bolso. Usam unia cinta e na cabeça, um chapéu preto. O cajado e a cabaça de vinho complementam a sua indumentária.
    • As mulheres trajam saia e blusa branca bordada. Usam um avental garrido sobre a saia e, na cabeça, um lenço ainda mais garrido, apertado atrás. Calçam sapatos pretos sobre meias brancas de renda. A cintura, levam a algibeira, onde guardam o lenço e o terço. Na cabeça, sobre uma rodilha, colocam o cabaz com a merenda.
  • Jogos e Brinquedos Tradicionais: De acordo com as alegres memórias dos mais velhos, recuperaram-se o característico jogo do chinquilho e dos brinquedos tradicionais, o arco e o carro de rolamentos.







teresa gomes
Procuro informações sobre a origem do nome da rua da Centieira. Li que em tempos teria sido uma estrada real?Gostaria de saber mais sobre este detalhe.muito grata


Fernando Almeida Santos
Faz hoje 83 anos que Chão de Couce vibrava com as festas de inauguração do Retábulo de Nossa Senhora da Conceição na sua Igreja Matriz, obra (a última) do grande Mestre José Malhoa. \r\nNão venho aqui falar da beleza desta obra, nem do seu autor, porque para isso me falta engenho e arte. Mas posso falar do orgulho que todos sentem por termos na nossa Igreja tão bela obra.\r\nA comemoração dos 100 anos vem já aí. Será,  também para os que cá estiverem, oportunidade de fazer uma grande festa.



    
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